Viver a diversidade: IDEA 2010 no Teatro Cláudio Barradas

19 07 2010

Arte, cores, encontro de culturas do mundo todo, teatro, dança, música…diversidade! É essa miscelânia de sensações que o VII Congresso Mundial da IDEA 2010 Viva a Diversidade Viva! Abraçando as Artes de Transformação! trás para os palcos do Teatro Universitário Cláudio Barradas.

Com um tom de celebração já no nome, o congresso reúne um turbilhão de idéias, movimentos e arte em prol da diversidade: “O VII Congresso Mundial da IDEA 2010 se destina a necessidade de celebrar e praticar a diversidade cultural como uma garantia pela democracia viva e participativa”, afirma Aldo Carvalho, um dos coordenadores do Festival.

Durante a História mundial, a arte, além de ornamento, serviu para criticar os costumes e trazer novos valores para a sociedade.  É isso que o IDEA propõe:   trazer para os palcos de Belém esse poder de transformação próprio da arte. Além de uma imagem estática, a arte é movimento, é dinâmica cultural, é um fluxo vivo de idéias e emoções. Viver este novo mundo de linguagens artísticas é o convite que o congresso faz para o público da capital paraense.

  • Programação

Com uma programação diversificada, de ritmos brasileiros e internacionais, o congresso promete encantar o público de Belém. Confira:

1. Espetáculo “48 Minutes” 18 e 19/07

2. Espetáculo “See me so that I may dream” 20/07

3. Espetáculo “Every day, every year, I’m walking” 21 e 22/07

4. Espetáculo “A carne” 23/07

5. Espetáculo “Serênios” 25/07

A entrada é franca e todos os espetáculos começam às 20h. O Teatro Universitário Cláudio Barradas fica na  Rua Jerônimo Pimentel, 546 (Esquina com a Dom Romualdo de Seixas). O congresso ainda disponibiliza transmissão on line dos eventos no site. Mais informações: http://www.idea2010.art.br

Texto: Caroline Soares/ Ascom TUCB

Imagens: IDEA/ Divulgação





Mudança na programação

24 06 2010

Devido ao jogo do Brasil amanhã(25/06) pela Copa do Mundo, ocorreram algumas mudanças na programação da Mostra de Pássaros Juninos. Confira:

  • 22.06

Cordão de Bicho Bacu (Icoaraci)

Cordão de Pássaro Aritauá (Acará)

  • 23.06

Cordão de Pássaro Guará (Icoaraci)

Pássaro Junino Bem-Te-Vi (Belém)

  • 24.06

Cordão de Pássaro Bem-Te-Vi (Outeiro)

Cordão de Pássaro Pipira da Água Boa (Outeiro)

  • 26.06

Pássaro Junino Ararajuba (Mosqueiro)

Cordão de Pássaro Tem-Tem (Mosqueiro)

Cordão de Bicho Leão Dourado

  • 27.06

Cordão de Pássaro Tem-Tem (Outeiro)

Pássaro Junino Tucano

Pássaro Junino Pavão (Icoaraci)

  • 28.06

Cordão de Pássaro Bigodinho da Brasília (Outeiro)

Pássaro Junino Uirapuru (Umarizal)

  • 29.06

Cordão de Bicho Oncinha (Icoaraci)

Pássaro Junino Rouxinol (Pedreira)

Lembre-se, a entrada é franca e todos estão convidados!





Uma revoada de pássaros originalmente paraense

17 06 2010

Por Phillippe Sendas – Estudante de Comunicação Social da UFPA

Foto: IAP

O dia era 13 de fevereiro de 1878. O suntuoso Teatro Nossa Senhora da Paz, construído em estilo neoclássico, fora inaugurado com o objetivo de entreter as abastadas famílias da aspirada “francesinha do Norte”, do intendente Antônio Lemos. Encenado pela Companhia de Vicente Pontes de Oliveira, o primeiro espetáculo apresentado no teatro foi “As Duas Órfãs”, do dramaturgo e romancista francês Adolphe d’Ennery. O final do século XIX e o início do século XX, marcam um período de intensa modernização da Santa Maria de Belém do Grão-Pará, denominado Belle-Époque.

A remodelação urbana, a mudança de hábitos e costumes, e uma política de embelezamento inspirada nas cidades européias, com destaque para Paris, só foi possível porque a capital paraense contava com os subsídios provindos da economia da borracha, e, também, era o principal ponto de escoamento do produto para o mercado externo. A professora do Programa de Pós-Graduação em História Social da Amazônia, da Universidade Federal do Pará, Maria de Nazaré Sarges, aborda essa temática com propriedade em seus estudos já desenvolvidos.

Esse percurso histórico foi traçado para contextualizar o surgimento de uma das manifestações culturais mais originais do estado do Pará: os Pássaros Juninos. Definido por muitos como uma “opereta popular contemporânea”, os pássaros surgiram no final do século XIX inspirados nas características das apresentações de companhias artísticas do Teatro da Paz. No primeiro ano de existência do teatro, entre fevereiro e dezembro de 1878, estima-se que foram apresentados 126 espetáculos, principalmente, aqueles de companhias vindas de Portugal, da França e do Rio de Janeiro. O público era formado por uma nova elite paraense composta de seringalistas, financistas e comerciantes. Em contrapartida, as classes menos favorecidas, que não tinham acesso a esses espetáculos, criaram os grupos de pássaros, numa manifestação que envolve música, teatro, dança e literatura e é apresentada nos festejos juninos até hoje.

“O pássaro junino se configura como uma criação de inspiração popular tão bela e tão complexa que, no meu entender, é a maior contribuição da cultura paraense para a cultura junina nacional”, afirma o poeta, professor e estudioso do imaginário amazônico, João de Jesus Paes Loureiro. Atualmente, segundo o Instituto de Artes do Pará (IAP), na Região Metropolitana de Belém existem 18 grupos de pássaros. O Rouxinol, do bairro da Pedreira, por exemplo, conta com 104 anos de existência. Além desse, há também os pássaros Uirapuru, Tucano, Papagaio Real, Sabiá, Pavão, Beija-Flor, Tangará, Bem-Te-Vi, Ararajuba, Tem-Tem e outros.

Os grupos de pássaros possuem um administrador ou gerenciador chamado de “guardião”. Marilza Tavares, 36 anos, guardiã há seis anos do pássaro Tem-Tem, do bairro do Guamá, resume que o mais gratificante no trabalho é “olhar para trás e ver tudo lindo e todo mundo com aquele sentimento no coração mostrando para o povo o que é a cultura, o que é o pássaro junino”, se referindo às apresentações do grupo que é formado por 60 pessoas. No entanto, a guardiã reforça a sua crítica para os nossos governantes que, segundo ela, precisam valorizar mais as manifestações culturais do estado.

Em 1965, o primeiro periódico científico brasileiro do campo das ciências da Comunicação, a revista Comunicações & Problemas, publicou na sua edição inaugural um artigo sobre os pioneiros estudos da “folkcomunicação”, uma autoria de Luiz Beltrão, o primeiro doutor em Comunicação do Brasil. Segundo Luiz Beltrão, a “folkcomunicação é o processo de intercâmbio de informações e manifestações de opiniões, idéias e atitudes de massa através de agentes e meios ligados direta ou indiretamente ao folclore”. Com a expansão dos estudos dessa teoria, surgiram outros direcionamentos de pesquisa como o foco na relação entre as manifestações da cultura popular e a comunicação de massa. Desse modo, a manifestação expressa por meio dos Pássaros Juninos se ajusta aos estudos desenvolvidos por Beltrão, já que os grupos surgiram por iniciativa, principalmente, de moradores de regiões periféricas que se caracterizavam pelo reduzido poder aquisitivo devido à baixa renda.

Carlos Alberto Barbosa, 61 anos, guardião há 12 anos do pássaro Uirapuru, dos bairros do Umarizal e da Pedreira, acredita que as apresentações do grupo, parcialmente, são uma forma de comunicação entre a comunidade e o restante da sociedade, tanto que os personagens da peça conhecidos como “matutos” utilizam da comédia para inserir o contexto social atual nas apresentações, como, por exemplo, as questões relacionadas ao saneamento básico da comunidade. Paes Loureiro, identificando os Pássaros Juninos como uma forma de teatro, arte e cultura popular, afirma que o contato entre as comunidades e a sociedade por meio das apresentações é feito “por via da sensibilidade, por via da emoção estética” em um processo de comunicação popular.

Apesar da redução do número de grupos, os Pássaros Juninos estão resistindo, mesmo com tantas dificuldades. Além das restrições financeiras, muitos deles sofrem com a evasão de pessoas que não se interessam mais em participar dos ensaios e das apresentações. Há a tentativa por parte de muitos guardiões de desenvolver, não só no mês dos festejos juninos, mas durante o ano todo, um trabalho social nos bairros e comunidades onde os grupos estão localizados. Cabe a sociedade e ao poder público a difícil tarefa de impedir que essa manifestação cultural genuinamente paraense desapareça.

  • Reportagem produzida para o Jornal Laboratório “Entre Vistas”, da disciplina Laboratório de Jornalismo Impreso II.




Espetáculos discutem nascimento de Jesus e natureza humana

11 06 2010

Texto: Caroline Soares *

Fotos: Divulgação

Um homem e uma mulher prestes a dar a luz encontram abrigo em uma manjedoura. Esse homem se chama José e a mulher, Maria. A história é mais do que conhecida: o nascimento de Jesus, comemorado dia 25 de dezembro no ocidente. Mas, e se essa mesma história fosse recontada a partir de outra perspectiva?

É esse o objetivo da Companhia Nós Outros ao trazer a peça teatral O Glorioso auto do nascimento do Cristo-Rei – Sêxtuplo, dia 18/06 no Teatro Universitário Cláudio Barradas. Independente de qualquer ideologia ou crença,  a história dessa vez não é contada por um narrador onipresente e desconhecido, mas pelo próprio Diabo. Assumindo sua natureza de Tentador, ele parte na tentativa de impedir o nascimento do Menino Jesus, da Anunciação até seu confronto final com Gabriel, Arcanjo do Senhor.

  • E por que sêxtuplo?

“Sêxtuplo é tudo aquilo que é seis vezes maior que o outro. Seis é a harmonia. O equilíbrio entre a matéria e o espírito, entre a estética e a sensibilidade. Seis representa a justiça, a beleza, o amor e a família. Sêxtuplo é a sexta edição de O Glorioso auto do nascimento do Cristo-Rei”

A Companhia trás além desse, um outro espetáculo para o Teatro Universitário.  Exercício Nº 01: O Homem do Princípio ao Fim motivado  pela pergunta  “Mas o que é o homem que ainda não conseguiram decifrá-lo?”, feita por Millôr Fernandes.

Mesclando o texto original com os sentimentos, sensações e impressões de quatro atores,nasceu um trabalho que fala do ser humano desde sua origem mítica até seu suposto final, passando por sentimentos tão díspares e complementares quanto amor e ódio, medo, vingança, solidão, paixão, a alegria e a saudade. Poucas vezes estivemos tão perto de nós mesmos e daqueles que nos observam, numa ousadia compensada pela cumplicidade de quem nos assiste e se identifica conosco. Consigo mesmo.

Este espetáculo é resultado do projeto permanente de formação e pesquisa em artes promovido por esta companhia, coordenada por Adriano Barroso e em parceria com diversos profissionais de artes cênicas em Belém, tais como Aílson Braga, Henrique da Paz, Aníbal Pacha, Miguel Santa Brígida, entre outros.

  • Workshop

Para finalizar, a Companhia trás no dia 20/06 o Workshop  Trabalho do ator em cena, ministrado por Adriano Barroso. O objetivo desta atividade é divulgar o programa permanente de formação de atores iniciado em 2007 pela companhia e que tem contribuído para o aprendizado no fazer teatral, estudo de suas diversas escolas, linguagens, etc.

O workshop será constituído inicialmente de uma preparação corporal, com exercícios de alongamento, aquecimento e dança, seguido de jogos teatrais, de improvisação, exercícios vocais e de interpretação. É necessário o uso de roupas adequadas à prática de exercícios físicos. Os participantes ainda poderão aproveitar um coffe break produzido pela Companhia Nós Outros.

  • Serviço

O glorioso auto do nascimento do cristo-rei – sêxtuplo – 18/06, às 20h. Ingresso : R$20(inteira) e R$10(meia p/ estudantes e artistas).

Exercício n° 1 : o homem do princípio ao fim – 19/06, às 20h. Ingresso : R$20(inteira) e R$10(meia p/ estudantes e artistas).

Workshop : O trabalho do ator em cena – 20/06, das 9h às 13h.Ingresso : R$20(inteira) e R$10(meia p/ estudantes e artistas).

Ingressos antecipados até o dia 15/06 recebem 50% de desconto.

* Com informações da produção da companhia.





Projeto apresenta três espetáculos no palco do TUCB

7 06 2010

Texto: Caroline Soares *

Fotos: João Roberto Simioni

Resultado da pesquisa do ator paulista Eduardo Okamoto, o projeto “10 anos por uma escrita do corpo”, resume uma década de estudo sobre a criação teatral fundada na organização de repertórios físicos e vocais do atuante. O evento acontecerá em cinco cidades do país : Belém, Natal, Goiânia, Porto Alegre e Belo Horizonte. Em Belém, entre oficinas e outras atividades,  o projeto inclui a apresentação das peças “Agora é à hora de nossa hora”, ” Uma estória abensonhada”  e “Eldorado” no Teatro Universitário Cláudio Barradas.

O espetáculo “Agora é a hora de nossa hora”  foi desenvolvido a partir da contribuição do ator para o projeto “Gepeto” – uma parceria da ONG ACADEC (Ação Artística para o Desenvolvimento Comunitário) e o CRAISA (Centro de Referência em Atenção Integral à Saúde do Adolescente)-  em que crianças e adolescentes de rua eram inseridos no mundo da arte. A pesquisa foi estendida para a coleta de depoimentos, ações, gestos e vozes, além de um estudo sobre a Chacina da Candelária.

Assim nasceu “Agora e na hora de nossa hora”, com direção de Verônica Fabrini, a peça já participou de grandes festivais de teatro do Brasil, como o Filo, do Paraná. O espetáculo ainda foi apresentado em outros países: Espanha, Suiça, Kosovo e Marrocos. Neste último, o ator recebeu o prêmio de Melhor Interpretação Masculina do Festival Internacional de Expressão Corporal, Teatro e Dança de Agadir.

Após o espetáculo, será lançado o livro “Hora de nossa hora: o menino de rua e o brinquedo circense” (Editora Hicitec, 2007). O livro de autoria de Okamoto sintetiza a sua experiência com os meninos de rua, assim como o processo que gerou o espetáculo.

Dois é bom

Além de “Agora e na hora de nossa hora”, a programação artística apresenta “Uma estória abensonhada”, em que Eduardo Okamoto dirige atores do Grupo Camaleão de Pesquisa em Teatro, do Rio Grande do Sul. O espetáculo adapta para a cena o conto “A praça dos deuses”, do escritor moçambicano Mia Couto. O processo de criação, assim como os solos de Eduardo Okamoto, contou também com um apurado trabalho de observação de pessoas reais.

Em cena, os atores contam a história do rico comerciante Mohamed Pangi Pathel que, em 1926, despende sua fortuna para festejar, em praça pública, o matrimonio de seu único filho. Festa igual nunca mais se veria naquelas paragens. Nos trinta dias de duração dos festejos, a ilha inteira vinha e se servia às arrotadas abundancias. Em final surpreendente, o ismaelita segreda-nos uma desculpa, revelando os motivos de tão inesperada celebração.

Três é bom demais

Novamente um solo de Okamoto, cujo processo criativo, dessa vez, foi fundado no estudo sobre a rabeca – instrumento de arco e cordas, presente em muitas manifestações de cultura popular no Brasil.

Em pesquisas de campo nas cidades de Iguape e Cananéia (litoral sul de São Paulo), o ator conheceu rabequeiros e seus construtores, recolheu causos, músicas, gestos, ações vocais, histórias etc. O premiado dramaturgo argentino Santiago Serrano partiu destes materiais primeiros para criar a fábula de um cego que, acompanhado por uma menina, busca o seu bom lugar: “Eldorado”. O espetáculo é dirigido por Marcelo Lazzaratto que, em sua concepção de encenação, emprega pouquíssimos recursos materiais, transferindo para o corpo do ator, para o uso da palavra e para a iluminação as tarefas de significação. Sobre o palco nu, destaca-se pela luz a presença de um homem cego que anda em círculos e imagina, cria, inventa realidades em busca do conhecimento.

“Eldorado” participou de alguns dos mais importantes eventos e festivais do país, entre os quais se destacam o Festival Internacional de Londrina, o Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto, a Mostra Cena Contemporânea de Brasília e o Caxias em Cena, entre outros. Por sua atuação, Eduardo Okamoto foi indicado ao Prêmio Shell 2009, a mais prestigiosa premiação do país, na categoria de melhor ator.

    A programação foi contemplada pelo Prêmio Myriam Muniz de Teatro 2009 e, em Belém, conta com apoio do IAP, Teatro Cláudio Barradas, Escola de Teatro e Dança da UFPa e III Festival Territórios de Teatro. Conheça o restante da programação clicando aqui.

    • Serviço

    Agora e na hora de nossa hora – 7/06, às 19h (1ª sessão) e às 21h (2ª sessão). Espetáculo recomendado para maiores de 14 anos. Ingressos: R$5(meia para todos). Duração : 60 min.

    Uma estória abensonhada – 8/06, às 19h (1ª sessão) e às 21h (2ª sessão). Espetáculo com indicação etária livre. Ingressos R$5(meia para todos). Duração: 50 min.

    Eldorado – 9 e 10/06, às 19h.Espetáculo recomendado para maiores de 12 anos.Ingressos R$5 (meia para todos).

    * Com informações da produtora local, Cristina Costa e site http://www.eduardookamoto.com/





    Teatro, comunidade e um espetáculo

    31 05 2010

    Companhia CENABERTA de Teatro apresenta espetáculo e promove bate-papo com o público

    O teatro, mais que entretenimento, também é uma arte que possibilita um debate na comunidade sobre questões sociais e culturais. Esse é o principal objetivo da companhia CENABERTA de Teatro, que trás para o Teatro Universitário Cláudio Barradas o espetáculo TORRENEGRA, nos dias 1 e 2 de junho.

    Patrocinada pelo Banco da Amazônia, através do projeto ”Teatro Vivo, uma cultura social”, a companhia de Palmas, Tocantins, promove um bate-papo após cada apresentação, incentivando a formação intelectual, crítica e cultural nas comunidades carentes.

    Ainda faz parte do projeto o recolhimento de alimentos não perecíveis para distribuição em entidades de apoio a crianças e jovens carentes e a oferta de parte dos ingressos de graça para moradores destas áreas carentes, oportunizando, assim, o acesso ao teatro a estas comunidades.

    Além de Belém, a companhia apresenta-se em três outras capitais da região norte nesta turnê: Palmas, Boa Vista e Macapá.

    Oficina

    O grupo oferecerá uma oficina teatral para jovens e professores da Rede Pública de Ensino no dia 02 de junho, no próprio Teatro, no horário de 8h às 12h e das 14h às 17h, com inscrições gratuitas e livre acesso ao espetáculo. As inscrições poderão ser realizadas nos próprio local e dia.

    O espetáculo

    Três assaltantes acreditam que cometeram o crime perfeito e refugiam-se no subsolo de uma casa. Acidentalmente, fazem do seu esconderijo uma prisão sufocante. É a partir desse ponto que começa Torrenegra, peça dirigida por Ana Isabel Friedlander.

    O drama narra as últimas conversas dos três homens, que observam a própria vida que se esvai com o passar do tempo. Na eminência da morte, eles tentam agarrar a todo custo a liberdade e a vida, relembrando fatos do passado e se questionando sobre o que fez eles ficarem naquela situação.

    O enredo, dramático e reflexivo, envolve aspectos filosóficos e um crime perfeito.A peça ainda conta com um certo humor, um tempero a mais para o espetáculo. Esses elementos poderiam muito bem estar presentes em alguma obra  de Dostoievsky.  O russo, inclusive, é autor do texto “Notas do subsolo”, em que subsolo nada mais é do que uma grande metáfora para a decadência e a prisão que os próprios homens criam para si. Seria esse um possível sentido para Torrenegra?

    Venha conferir!

    • Serviço:

    Dias 01 e 02/06 , às 20h .

    Teatro Universitário Cláudio Barradas

    Rua Jerônimo Pimentel, 546 (Esquina com a Dom Romualdo de Seixas)

    Ingresso : R$ 20,00 (inteira) e R$10,00(meia).

    Classificação etária : 12 anos

    Para mais informações : (91) 3249-0373 (horário: 14h as 21h)

    Texto: Caroline Soares – Assessoria TUCB





    Novas formas de interação no blog do teatro

    26 05 2010

    O blog do Teatro Cláudio Barradas trás grandes novidades para o público este mês. Além do layout da página ganhar um novo estilo, o site agora utiliza novos serviços para melhorar a interação com o público e facilitar o acesso do leitor. Confira as novidades e projetos:

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    A galeria de fotos agora está organizada na nossa página no FLICKR. O leitor pode enviar suas fotos também. Basta preencher este formulário.

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    Divulgação do Twiter do TUCB: “As notícias voam” – Dança


    Divulgação do Twitter do TUCB: “Seguir ou não?” – Teatro