Sobre a Companhia Nós Outros

Integrantes da Companhia Nós Outros

A Companhia Teatral Nós Outros foi fundada por Belle Paiva e Hudson Andrade em 2002. Seu espetáculo de estréia foi Fica Comigo Esta Noite, encenado no Palacete Bolonha (junho de 2002), Casa da Cultura de Castanhal (2002, integrando o projeto Circuito Cultural Amazônia Celular), Teatro Experimental Waldemar Henrique (agosto de 2003) e no Auditório Costa Cavalcanti (março de 2004, integrando o projeto Quintas Culturais Artes Integradas do Banco da Amazônia).

Em junho de 2004 entrou em cartaz Medéia – A Tragédia do Feminino Ultrajado, baseado no texto de Eurípedes. Medeia foi apresentado no Instituto de Artes do Pará, Espaço Cultural Ernesto Pinho – Ministério Público do Estado do Pará e Fundação Curro Velho, espetáculo convidado do I Pará em Cena: As Dramaturgias, em agosto.

Estes dois trabalhos tiveram a assinatura de Adriano Barroso e Aílson Braga e refletiram a busca da Companhia por uma linguagem própria, mescla de conceitos e experimentos, cuja regra básica é: O público não pode sair dos nossos espetáculos do jeito que entrou.

Em 2004 fizemos as primeiras apresentações de O Glorioso Auto do Nascimento do Cristo-Rei. Estivemos na programação de final de ano da Secretaria de Cultura do Estado do Pará, abrindo o projeto Natal Com Arte em Toda Parte, no Centur, em 15 de dezembro e posteriormente, no mesmo projeto, na Estação das Docas, continuando nossas apresentações no anfiteatro do Memorial dos Povos, anexo ao Palacete Bolonha, com o apoio da Prefeitura Municipal de Belém.

Em 2005, as apresentações ocorreram de 15 de dezembro a 06 de janeiro de 2006, no Núcleo de Arte da Praça da República, com um novo elenco, chamado de Comitiva 2. No entanto, entendemos que nosso trabalho ficou muito restrito e que nossas pretensões de folguedo popular muito aquém do que imaginávamos. Logo, tomamos a decisão de retomar o projeto, mantendo seu caráter de rua, para estar junto ao povo que o inspirou, apresentando-o onde for desejado e possível.

No ano de 2006, com o patrocínio da Sol Informática através da Lei de Incentivo a Cultural do Governo do Estado do Pará – Semear, pudemos levar novamente nosso espetáculo às ruas, igrejas (Jesus Ressuscitado – Marambaia, Sagrado Coração – Pratinha), escolas (CEI – Icoaraci, Cordolina – Pratinha), Estação das Docas, São José Liberto, Casarão do Boneco, além de outros lugares, tornando-o acessível ao grande público que traz adormecido ou que desconhece as verdadeiras tradições e intenções do natal, entendendo assim que agimos como elementos educadores.

Em 2007, sub-entitulado Quarto-Crescente, O Glorioso Auto do Nascimento do Cristo-Rei percorreu novamente a região metropolitana de Belém, encerrando nos dias 04, 05 e 06 de janeiro – Dia de Reis –, como no ano anterior, sua temporada no Instituto de Artes do Pará – IAP, com grande público de todas as idades, trazendo uma nova encenação e uma nova trilha sonora, onde elementos místicos, danças circulares e uma participação maior do público deu a tônica do espetáculo.

2008 abre as portas para a liberdade dos nos 60 e 70. Quinta-Essência fala desse anseio pelo qual também lutaram Maria e o próprio Cristo. Estivemos pela primeira vez num teatro fechado, o Maria Sylvia Nunes, da Estação das Docas e percorremos novos caminhos e encontramos novas comunidades.

Em 2007, março, a Nós Outros funda um núcleo de pesquisa, estudo e experimentação do fazer teatral a partir do projeto intitulado Outros 5 Anos. Coordenado por Adriano Barroso e com o apoio de Aílson Braga, Henrique da Paz (Grupo Gruta de Teatro), Miguel Santa Brígida (Companhia Atores Contemporâneos e Companhia Brasileira de Cortejos), Ana Cláudia Costa (Instituto Ocara), Ana Flávia Mendes (Companhia Moderno de Dança), Aníbal Pacha (In Bust Teatro com Bonecos) entre outros, o núcleo analisou os teóricos do teatro clássico ao contemporâneo, textos de diversos autores e finalizou a primeira parte deste trabalho em setembro, com Exercício nº 1: O Homem do Princípio do Fim, a partir do texto homônimo de Millôr Fernandes, além de relatos e vivências dos próprios atores. O público teve livre acesso a este trabalho, que foi apresentado no Teatro Waldemar Henrique e participou da programação do Pará em Cena 2007 e Palco Giratório, através do SESC Aldeia Círio, ambos em outubro de 2007. O segundo produto deste projeto foi a montagem de A Comédia dos Erros, primeiro texto escrito por William Shakespeare, encenado ao longo de todo o mês de maio deste ano no Instituto de Artes do Pará. A Comédia dos Erros foi contemplada com o Prêmio Myriam Muniz de Fomento ao Teatro, da FUNARTE, edição 2007-2008 e contou com o apoio da Sol Informática e Alves Gráfica e Editora. Ampliando esse núcleo de formação de atores produzimos A Peleja da Princesa Mariana e seu Pássaro Garça Dourada Contra a Terrível Rainha Valéria de Marambaia e a Feiticeira do Mal, texto de Adriano Barroso, que também assina a direção ao lado de Aílson Braga. Vencedores do projeto Pauta Residência do Teatro Waldemar Henrique, estivemos de agosto a setembro de 2009 em cartaz, ampliando nosso projeto de formação de platéia recebendo, gratuitamente, várias crianças, jovens e adultos atendidos em diversos projetos sociais.

Em abril de 2009 estreamos também O Uirapuru, outro texto de Hudson Andrade premiado pela FUNARTE. Percorremos o Theatro da Paz, Teatro Waldemar Henrique e recentemente, final de outubro, o teatro Margarida Schivazzappa. A montagem do espetáculo foi promovida pelo Prêmio Cláudio Barradas de Fomento ao Teatro, desenvolvido pelo Governo do Estado do Pará através da sua Secretaria do Estado de Cultura – SECULT.

Essa busca pelo emocional e pelo verdadeiro – padrões estabelecidos pelos nossos primeiros diretores – passou a ser a grande marca de um grupo tão recente no cenário cultural do Pará. Outrossim, queremos popularizar nosso ofício, desenvolvido sempre com extensa pesquisa teórica, trabalho árduo e uma calorosa paixão pelo fazer teatral, razão de nossos esforços e a arte que mantêm acesa a nossa chama. Se o resultado é belo, isso pode ser discutido, mas inegavelmente tem qualidades próprias de grandes espetáculos, sem deixar a dever aos maiores profissionais destas paragens.

Mostrar ao grande público, à distinta platéia, quem somos Nós Outros, e que fazer teatro no Pará, sobretudo em Belém, por mais desgastante e desmerecido que seja, é nossa profissão de fé.

Anúncios

One response

21 02 2011
Amanda Figueredo

Aprecio muito o trabalho de vocês e gostaria de saber se estão com projetos de espetáculos para 2011 e se, caso tiverem, necessitam de atores para o elenco.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s




%d bloggers like this: