Improvisação artística aberta ao público

20 09 2010

Texto: Caroline Soares, com informações da APAD.

O Teatro Cláudio Barradas recebe amanhã (21/09) o Jam Session Improvisation, uma ação da Associação Paraense de Dança (APAD) para a reunião de artistas em torno da improvisação e liberdade de criação. O público é  convidado a vivenciar momentos de fantasia e criatividade, numa espécie de “vale-tudo” artístico. O evento acontece às 19h e a inscrição acontece na hora, com um valor simbólico de R$5.

  • Serviço

21/09, às 19h.

Teatro Universitário Cláudio Barradas (Rua Jerônimo Pimentel, 546)

Ingresso: R$5





Cultura popular inspira dois espetáculos

14 09 2010

SambalelêRomeu e Julieta prometem movimentar Belém de 16 a 19 de setembro

Texto: Caroline Soares, com informações da companhia

Foto: Divulgação/ Companhia

A companhia mato-grossense, em turnê nacional, Cia de Teatro Mosaico apresenta no Teatro Universitário Cláudio Barradas dois espetáculos premiados: o musical Sambalelê, de Sandro Lucose, e a produção Romeu e Julieta, baseada na clássica obra de Willian Shakespeare .

Uma verdadeira viagem musical pelo folclore e cultura popular do Brasil, Sambalelê trás ritmos como samba, maracatu, siriri, mazurca, baião, reisado, congo, pastoril e boi-a-serra. O espetáculo foi criado a partir de uma inquietação artística do diretor Sandro Lucose e tem como idéia principal a reunião de inúmeras canções que compõem o repertório da companhia, em especial, o estilo mais popular do Brasil : o samba.

Os atores Cleosmar Silveira, Ricardo Porto, Sandro Lucose e Thereza Helena executam ao vivo mais de 70 músicas do folclore nacional, como Sambalelê; O cravo brigou com a rosa; Peixe Vivo;  Tenho sete namorados e outras. O palco se transforma em uma praça, com jardins, bancos e muitas cores. O espetáculo aposta na interação com o público, que é convidado a dançar, cantar e também recebe instrumentos para participar da produção das músicas .

Segundo a Companhia, Sambalelê busca uma linguagem que une a música, teatro e dança, a partir da colagem de jargões, anexins e textos conhecidos nos ditados populares, bem como as antigas brincadeiras  infantis que eram embaladas por canções folclóricas. Dessa forma, o musical ressalta a legítima identificação entre o autor e seu povo, numa recriação artística da alma popular.

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Foto: Google imagens/ Disponível em : curtocircuitodeteatro.blogspot.com

Romeu e Julieta adapta de forma criativa a clássica história dos jovens apaixonados de Verona. Bonecos encarnam os personagens de Shakespeare, enquanto cantigas populares criam um novo ambiente para a história.

A Companhia de Teatro Mosaico agrega ao espetáculo sua marcante característica: o uso de elementos folclóricos e regionais, seja na música, no figurino ou no cenário. O palco é montado a partir da combinação entre o teatro de bonecos tradicional e a clássica cortina vermelha de Shakespeare.

  • Curiosidades do teatro

Desde os tempos medievais, o teatro de bonecos encantava as feiras das cidades. Títere era o nome dado aos bonecos de manipulação com os quais os artistas viajavam pelas aldeias e feiras levando teatro de bonecos aos mais longínquos rincões, o titereiro era um itinerante e está prática teatral se estendeu com bastante ocorrência até o início do século XX.

  • Serviço

Sambalelê – 16/09, às 20h

Romeu e Julieta – 17,18 e 19/09

Teatro Universitário Cláudio Barradas

Rua Jerônimo Pimentel, 546 (Esquina com a Dom Romualdo de Seixas)

Ingresso : R$ 20,00 (inteira) e R$10,00(meia).

Para mais informações : http://www.teatromosaico.com.br





Famoso ator Cacá Carvalho apresenta A Poltrona Escura

10 09 2010

Foto: Divulgação

Texto: release enviado pela produção, publicação na íntegra.

O Teatro Universitário Cláudio Barradas recebe hoje e no final de semana o espetáculo “A Poltrona Escura”, interpretado pelo premiado ator Cacá Carvalho. A apresentação acontece às 21 hoje e sábado e às 20 no domingo.

  • Histórico – Criado em Pontedera (Itália) e finalizado no Brasil, o espetáculo “A Poltrona Escura” fez sua estréia em São Paulo em 12 de julho de 2003. Em seguida apresentou-se na Embaixada da Itália em Brasília, e em Santo André e Salvador.Recebeu os prêmios APCA, como um dos seis melhores espetáculos de 2003 em São Paulo, e o Prêmio Shell de melhor Ator, para Cacá Carvalho.

Em de 2004, fez duas temporadas na Itália – Pontedera, Roma, Florença, entre outras cidades, sendo que em Roma foi apresentado no estúdio de trabalho de Pirandello, na casa onde viveu e morreu o autor. Em Florença, participou do Festival Fábrica Europa. No Brasil, fez temporada em diversas capitais do Brasil. O espetáculo cumpriu em Janeiro e Fevereiro de 2008 uma série de apresentações novamente em Roma e desta vez uma longa temporada no Teatro Litta em Milão.

  • Repercussão – “A Poltrona Escura” recebeu importantes críticas da imprensa especializada durante as temporadas no Brasil e na Itália. A mídia italiana, por exemplo, abriu amplo espaço para o trabalho do ator brasileiro:

“… As três novelas que Cacá Carvalho interpreta com obstinada, filológica precisão interpretativa contam algumas das mais célebres epifanias pirandellianas: a descoberta da vida nua e a vontade de lhe ser fiel a despeito de todas as histórias e convenções. Na Poltrona Escura, Carvalho dá a elas o estupor da descoberta indescritível…”, Cordelli Franco (Corriere Della Sera – Roma – 06/02/04)

“É uma obra-prima. Do corpo e da voz do ator saem então páginas densas de humor, de necessidades irrefreáveis, de tragédias pessoais. Sai o homem pirandelliano com suas dores e a sua necessidade de existir, aqui perseguida também através de motivos fantásticos”, Maria Teresa Surianello (Site Tuttoteatro. com – Roma – 07/02/04)

“ Cacá Carvalho é capaz de uma identificação tão visceral com os personagens, que o leva além do naturalismo. Dotado de uma gestualidade em contínuo movimento que sublinha o transcorrer da voz, do tom baixo até o grito, que parece mesmo exprimir o barulhinho de uma vida diferente. Ele interpreta com os olhos, com a boca, com todo o corpo”, Gianni Manzella (Il Manifesto – 08/02/04).

  • Serviço

Dias 10/09 e 11/09, às 21h e 12/11 às 20h

Teatro Universitário Cláudio Barradas

Rua Jerônimo Pimentel, 546 (Esquina com a Dom Romualdo de Seixas)

Ingresso : R$ 20,00 (inteira) e R$10,00(meia).

Para mais informações : (91) 3249-0373 (horário: 14h as 21h)






Um novo olhar sobre duas rainhas

1 09 2010

Foto: Google/ Disponível em http://sescsp.org.br

Texto: Assessoria da Companhia

Considerado o Shakespeare alemão do século XVIII, Friedrich Schiller, foi capaz de transformar um episódio decisivo da história européia – a luta pelo poder numa Inglaterra tão poderosa quanto decrépita – e transformá-lo em assunto humano e ao mesmo tempo poético, conservando o travo político de origem. RAINHA[(S)] – DUAS ATRIZES EM BUSCA DE UM CORAÇÃO, que revisita esse clássico por uma ótica diferente, apenas duas atrizes em cena: Georgette Fadel e Isabel Teixeira (respectivamente as rainhas Elizabeth I e Maria Stuart).

RAINHA[(S)] – DUAS ATRIZES EM BUSCA DE UM CORAÇÃO já realizou duas bem sucedidas temporadas na cidade de São Paulo (novembro de 2008 a março de 2009 no Sesc Paulista e janeiro a março de 2010 no Teatro Tuca Arena), e participou de alguns dos mais importantes eventos e festivais do país, entre os quais se destacam o Festival de Teatro de Curitiba, a Mostra Cena Contemporânea de Brasília, o Porto Alegre Em Cena, o Festival Internacional de Londrina e o Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto, entre outros. Agora, graças ao Programa BR de Cultura (Petrobras), ao Governo Federal e a Lei Rouanet, o espetáculo segue viagem por mais 10 capitais das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste: Macapá (AP), Boa Vista (RR), Manaus (AM), Belém (PA), Rio Branco (AC), Porto Velho (RO), Cuiabá (MT), Palmas (TO), Teresina (PI), Natal (RN).

“Este projeto foi selecionado pelo Programa BR de Cultura 2009/2010”

O trabalho cênico e dramatúrgico do espetáculo ficou a cargo de Cibele Forjaz, Isabel Teixeira e Georgette Fadel. Após um trabalho minucioso de análise do texto de Schiller, as atrizes improvisavam e criavam cenas a partir do material levantado. Tudo era gravado em vídeo e depois transcrito para o papel. Com amplo material em mãos, RAINHA[(S)] – DUAS ATRIZES EM BUSCA DE UM CORAÇÃO, começou a ganhar forma após três meses e meio de pesquisa.

À diretora Cibele Forjaz e às atrizes coube o processo de lapidação de todo o material. O espetáculo, segundo ela, possui quatro “rounds” e um desfecho. “O trabalho de adaptação em sala de ensaio teve como centro o embate constante entre as rainhas, que se multiplica num embate cênico entre as duas atrizes”, conta Cibele, explicando ainda que o duelo se amplia em vários níveis. “Mostramos o duelo de duas rainhas que almejam um só trono, o duelo de duas atrizes no jogo cênico e o duelo interior de cada personagem/atriz”.

Espetáculo de sangue explícito

Mary Stuart, de Schiller, é um “drama trágico”. Foi uma das obras máximas da fase madura do autor, que apresenta um drama de grandes conflitos individuais inseridos num fundo histórico, exaltando moralmente a purificação interior da consciência que triunfa sobre a fúria cega dos instintos. O enredo da peça gira em torno da luta político-religiosa entre as rainhas Maria Stuart, da Escócia, católica fervorosa que ambiciona o trono, e Elizabeth I, a anglicana que tudo faz para manter-se no governo. As duas disputavam a coroa da Inglaterra na segunda metade do século XVI.

Na nova adaptação, o espetáculo é encenado numa arena, onde o duelo entre as duas rainhas e atrizes pode ser visto de todos os lados. Em cada extremidade do espaço cênico, pequenos camarins das atrizes viram os tronos das rainhas, numa criação de Simone Mina, que assina a direção de arte, os cenários e figurinos. Para a atriz Georgette Fadel, RAINHA[(S)] – DUAS ATRIZES EM BUSCA DE UM CORAÇÃO, é uma tragédia com sangue explícito. “O jogo cênico é muito tenso e intenso, pois é um espetáculo de vida e morte”, afirma ela.

Já a atriz Isabel Teixeira, idealizadora e também produtora do projeto, ao lado do produtor Henrique Mariano, conta que a peça aborda uma história repleta de conflitos. “O espetáculo apresenta vários temas, como a inveja, o feminino e o poder, entre outros”, diz ela, adiantando ainda que o projeto estava a anos guardado. “Li o texto quando cursava Faculdade de Letras e a paixão e desejo de levá-lo ao palco foi imediato.”

Direção forte e de parceria

Para Cibele Forjaz, diretora de RAINHA[(S)] – DUAS ATRIZES EM BUSCA DE UM CORAÇÃO, o espetáculo é um “duelo de atrizes” num jogo teatral com muita intensidade. “Como o embate entre as duas é muito forte, deixei para o público a decisão de qual das duas rainhas vence o duelo com um final surpreendente”, revela Cibele.

A diretora também afirma que a direção é de extrema parceria com as atrizes, uma porque as três são as responsáveis pela dramaturgia da peça e outra porque são grandes amigas. “A Isabel eu já conhecia, pois trabalhamos juntas na Cia Livre, mas nunca havia trabalhado com a Georgette, o que era um desejo, pois ela é uma atriz autoral e que escreve os próprios destinos”, diz ela.

A atriz Georgette Fadel conta que a direção de Cibele é um acelerador e que a diretora a faz viver no palco tudo aquilo que urdiu. Já a atriz Isabel Teixeira afirma que Cibele é uma provocadora e que a relação que já possui com a diretora é inspiradora. Cibele deixa claro que a direção focou na delicadeza da atuação e na exposição do trabalho de duas grandes atrizes do teatro.

  • Serviço

31/08 e 01/09, às 20h (Quarta, após o espetáculo, as atrizes farão um bate-papo com o público)

Duração : 90 minutos

Entrada Franca

Mais informações: Blog do Espetáculo